Revistas criam versões para iPhone


As editoras de revistas estão aproveitando uma nova oportunidade. Depois de deixarem a internet escapar e ver leitores eletrônicos, como o Kindle, da Amazon, se desenvolverem sem o seu conteúdo, elas agora estão fazendo uma nova tentativa com o iPhone, da Apple, e, com os computadores Tablet, que cabem na palma da mão.

Embora as editoras não estejam na vanguarda da tecnologia, duas revistas – Esquire e GQ – desenvolveram versões para o iPhone, enquanto a Wired e a Sports Illustrated fizeram versões Tablet das suas edições impressas meses antes desses pequenos computadores chegarem ao mercado.

Agora as editoras também tentam resolver o seu modelo de negócio. “Essa proposta pode ajudá-las a retomar alguma coisa, não apenas o controle, mas reconquistar o mercado e não ficar na espiral da morte na qual algumas estavam nos últimos anos”, disse Ned May, diretor e analista da empresa de pesquisa Outsell.

Quando o setor de revistas desenvolveu seus aplicativos para o iPhone, era como se estivesse entrando com a ponta dos pés na internet. Os aplicativos eram grátis, os programas fracos e o rico design da revista impressa não se traduzia no toque da tela.

Mas a edição no iPhone que a Esquire pretende lançar junto com a revista de janeiro oferecerá características interativas robustas e não será grátis. O preço, US$ 2,99 por mês, é barato, mas já é alguma coisa.

“No nosso setor inteiro de revistas, com poucas exceções, ainda cobramos muito pouco pelos nossos produtos”, disse David Granger, editor-chefe da Esquire, referindo-se tanto à versão online como impressa. Nas últimas décadas, as editoras têm oferecido assinaturas com desconto para conseguir aumentar o público e recuperar receita com os anunciantes. “A situação mudou. Nós lamentamos que nossos ancestrais oferecessem a revista por tão pouco.”
As novas propostas dependem de duas possibilidades: que os consumidores adotem os computadores Tablet e que queiram ler o conteúdo de uma revista neles.

Thomas J. Wallace, diretor editorial da Condé Nast, disse esperar que o design do aplicativo da revista consiga evoluir, refletindo como as pessoas o usarão. “À medida que o tempo passar, vamos achar o nosso caminho, mas é preciso que o consumidor utilize esse tipo de computador – e nos diga o que é melhor.”
No aplicativo da Esquire, os artigos são recriados em documentos que o leitor lê rolando o cursor. Um toque chama mais fotos ou vídeo, uma tela de navegação ou uma ferramenta de busca.

A desenvolvedora ScrollMotion, traduziu o layout da revista para um aplicativo, substituindo, por exemplo o box sobre carros por um pequeno botão. Quando o leitor toca o botão, as páginas que formam o box aparecem. E incluiu formas de virar uma página, retirar um artigo para guardar, ou destacar com um círculo alguma citação.

Na Time Inc, a Entertainment Inc. está trabalhando numa edição para o iPhone. E pretende cobrar por isso. “Não quero arriscar novamente”, disse Granger sobre fornecer de graça o conteúdo.
As informações são do jornal The New York Times.

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